Os Estados Unidos iniciaram uma nova fase na guerra comercial. O governo Trump anunciou tarifas sobre México, Canadá e China:
A partir desta terça-feira as novas taxas começam a valer. O Canadá respondeu com tarifas sobre US$155 bilhões em importações dos EUA. Já a China prometeu acionar a Organização Mundial do Comércio contra as medidas. O México também sinalizou que vai retaliar.
O que a nova guerra comercial de Trump já significa para o agro brasileiro? Há três frentes principais de impacto, neste primeiro momento: fertilizantes, óleos vegetais e grãos.
O Canadá é um dos maiores fornecedores de cloreto de potássio do mundo. Segundo a Pine Agronegócios, com as novas tarifas, o aumento do custo de importação de KCL pode fazer produtor norte-americano reduzir área de soja e aumentar de milho
O Canadá também é um grande exportador de óleo de canola. Com as tarifas, o produto encarece, e o mercado pode buscar alternativas como óleo de soja. A Pine aponta que o aumento do custo de importação de óleo de canola, pode aumentar a demanda por óleo de soja, puxando para cima as cotações na bolsa de Chicago.
Com alta no preços da soja no mercado internacional, pode haver algum benefício aos produtores brasileiros.
O México importa grandes volumes de milho dos EUA. A China é um dos maiores compradores de soja americana. Se esses países retaliam, restringindo importações, o Brasil pode assumir parte desse espaço e aumentar exportações.
A Safras&Mercado afirma que é preciso aguardar detalhes da retaliação no milho e na soja para que os efeitos estejam mais claros.
O fato é que a nova guerra comercial já mexe com o agronegócio global. A depender dos próximos passos de México, China e Canadá, o Brasil pode avançar com um novo fluxo de exportações.